Atrizes de Pavi e Nisha comentam semelhança das gêmeas com Aang e Korra. Um dos criadores de Avatar e time de produção revelam segredos de bastidores de Avatar: Os Sete Refúgios.
Recentemente, entrevistamos o elenco e a equipe da nova série Avatar: Os Sete Refúgios (Avatar: Seven Havens), do Paramount+, e vocês podem conferi-la agora tanto em vídeo, quanto em texto. Conversamos com as atrizes Saheli Khan e Aishu Devan (que interpretam Pavi e Nisha, sequencialmente) sobre a semelhança das personagens protagonistas com Aang e Korra, e com Sehaj Sethi (co-produtora executiva), Ethan Spaulding (produtor executivo) e Michael Dante DiMartino (co-criador) sobre bastidores da produção da série. Agradecimentos mais do que especiais ao Paramount+ Brasil.
Avatar: Seven Havens é a próxima série animada que expande o universo de Avatar: A Lenda de Aang, produzida pela Avatar Studios. A história se passa após os acontecimentos de A Lenda de Korra e apresenta Pavi e Nisha, gêmeas que precisam enfrentar os desafios de um mundo transformado por uma grande catástrofe. Personagens inéditos, novos conflitos, surpresas e segredos do passado serão revelados na jornada do Avatar, peça fundamental no futuro do mundo.
MUNDO AVATAR: Então, Sehaj, você mencionou querer que os fãs discordassem sobre os personagens. E o Karthik já dividiu nosso time. Te digo isso. Então, como você faz um personagem ser compassivo sem justificar suas ações?
SEHAJ: Ah, é uma ótima pergunta. Então acho que sentimos compaixão por uma pessoa quando vemos de onde ela vem. E acho que isso é algo que realmente importa para mim, quando nós mostramos isso na série. Que é que você nunca vai deixar de entender por que uma pessoa tomou as ações que tomou. Que há um lugar, sabe, algo que vem disso. Então isso realmente importou para mim. Eu acho que você pode empatizar quando vê a lógica de uma pessoa, quando vê o sistema de crenças de uma pessoa. E algo que acho que vocês, como espectadores, vão perceber conforme avançam é que todo mundo acha que está fazendo a coisa certa. Todo mundo acha que tem o jeito certo de consertar esse mundo. Algumas pessoas talvez nem tanto, mas, tipo, pelo menos você pode ver de onde eles vêm. E acho que isso pode te dar empatia por uma pessoa. Mas acho que, em geral, isso é algo com que estamos desafiando as pessoas, certo? Conforme a série avança, estamos realmente ultrapassando os limites do quanto você pode ter empatia com uma pessoa, e eu acho que isso é algo bom. Acho que quero desafiar meu público.
MUNDO AVATAR: Saheli e Aishu. Alguns fãs veem um pouco do Aang na Pavi e da Korra na Nisha. O que tem em suas próprias personagens que essas comparações não capturam direito?
SAHELI: Essa é uma pergunta difícil porque, assim, Aang e Pavi são muito semelhantes, mas… Ai, meu Deus, eu não… Eu realmente não sei. Provavelmente seria… Eu não sei. Não sei. Eles são exatamente a mesma pessoa. Porque eles são tão raios de sol e arco-íris. E eles estão sempre… Talvez… Ok! Pavi é definitivamente muito mais imaginativa porque, sabe, ela tem uma família de pedras e tal, e ela gosta de colecionar insetos. Não acho que o Aang seja assim. Não acho que ele falaria, sabe, não acho que ele falaria com pedras e se importaria, eu sei que ele se importa com animais, mas não acho que ele falaria com insetos e tal. Então talvez essa seja definitivamente uma diferença entre os dois. Mas sim, eles são muito parecidos. Então foi realmente difícil.
AISHU: Sim, o mesmo com a Korra e a Nisha. Elas são muito parecidas. Sinceramente, sinto que a única diferença é que a Nisha tem uma irmã que a guia e ela meio que está afastando ela dessa mentalidade. Então eu me pergunto, quero dizer, Korra meio que se manteve com a determinação ao longo da série e é uma parte tão grande da personagem dela e da personagem da Nisha. Nisha vê o Avatar bem diferente do jeito da Pavi. Mas acho que, porque ela tem alguém como a Pavi na vida dela, Pavi consegue mudar essa mentalidade e perceber “olha, nem todo mundo ama a Avatar, todo mundo meio que a odeia”. Então, meio que percebendo que você tem que atender às necessidades deles também, você tem que tornar o Avatar seguro de novo, porque não acho que eles vejam o Avatar como um lugar seguro ou alguém seguro. Então acho que essa é a principal diferença. Mas, fora isso, eles são praticamente a mesma pessoa. Quer dizer, a primeira fala dela é: “Eu sou a Avatar, lide com isso”. É basicamente o mantra da Nisha.

MUNDO AVATAR: Mike, uma coisa que realmente nos chamou atenção foi a forma como as pessoas falam sobre a Korra. Conhecemos ela como pessoa, mas as crianças em Os Sete Refúgios cresceram ouvindo uma história diferente. Vimos algo parecido na terceira temporada de Avatar, com as aulas da Nação do Fogo. O que te interessou nesse intervalo entre quem alguém era e como ele é lembrado?
MIKE: Sim, quero dizer, já que se passa muito à frente de Korra e é uma série de mistério, tipo, queríamos projetar para que você não soubesse. Você tem que, sabe, enquanto assiste séries, tem que descobrir o que aconteceu no passado. Por que é assim? Esse é o tipo de programa que sempre gostei de assistir. É… Desvendar os mistérios e se perguntar, sabe, é estranho, por que o mundo está assim? Por que acham que a Korra é uma Avatar tão terrível? Ela realmente destruiu o mundo? Como isso sequer aconteceria? E todas essas coisas são interessantes. E vamos descobrir as respostas conforme avançamos.
MUNDO AVATAR: Então, Ethan, como você usou a dobra da Pavi e da Nisha para mostrar as personalidades e quanta experiência cada uma delas tem? E em comparação com seu trabalho em Avatar: A Lenda de Aang, teve algo diferente desta vez ou essas duas garotas estão te dando tanto trabalho quanto dão ao Karthik e ao Jae?
ETHAN: É uma ótima pergunta. Pensamos nisso, sim. Temos um consultor de artes marciais para nos ajudar. Temos o Alfred [Hsing] e ele fez muitas das artes marciais do filme do Aang. Então ele usou isso. Mas acho que as personalidades das duas meninas, obviamente a Nisha treina há mais tempo do que a Pavi, Pavi esteve sozinha por aí. Então, a Pavi tem uma habilidade inata, ela pode dobrar os elementos, mas sua dobra é mais como seu próprio estilo, então tentamos mostrar que, no começo, a técnica dela não é polida, que ela é pouco refinada, e se você reparar, quando ela salva o Jae, o Jae começa a dobrar ar, ela olha para o Jae e ela copia o que o Jae faz. Sabe, no que diz respeito à técnica de dobra de ar. Então acho que tentamos fazer isso logo no início dos storyboards para mostrar que Pavi não era, sabe, tão habilidosa quanto alguns outros personagens quando se trata de dobrar. Então, há espaço para ela crescer. Ela vai melhorar conforme avança. E a Nisha, queríamos mostrar que ela já tem um nível mais alto em algumas áreas do que a Pavi.
MUNDO AVATAR: E essas duas garotas estão crescendo com esse legado do Avatar. E voltando ao começo, o que veio primeiro? A ideia de duas irmãs avatares ou o mundo em que viveriam?
MIKE: Eu diria que provavelmente o mundo veio primeiro. Os cenários pós-apocalípticos eram uma ideia antiga que Bryan [Konietzko] e eu tínhamos e ainda estávamos interessados em explorá-la. De misturar o mundo de Avatar, para que não tivesse mais as Quatro Nações. E ver um lado mais fantasioso do universo de Avatar. E então, desse cenário, sim, rapidamente tivemos a ideia das avatares gêmeas.



Avatar: Os Sete Refúgios estreou globalmente no dia 9 de outubro, exclusivamente no Paramount+. Já disponível com legendas e dublagens em português.